FÓRUM APRESENTA OTIMISMO NA RECUPERAÇÃO E RETORNO DAS ATIVIDADES NO BRASIL

Jornalistas

Ivo Bosaja Simon | Patrícia Simon Mattos | Matheus Dalcim

14/06/202

Foi realizada sexta-feira (12/6) a segunda etapa do Fórum Impacto Econômico no Esporte Fitness Covid-19, uma realização da Federação Paulista de Esporte & Fitness (FPEFIT) em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo (SEME).

O evento tem a promoção da Associação Brasileira da Indústria do Esporte (ABRIESP), e os apoios do vereador Rodrigo Goulart, da Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo (SE-SP), Conselho Regional de Educação Física de São Paulo (CREF4/SP), Sebrae SP, Fundação Getúlio Vargas, Sindicato dos Profissionais de Educação Física do Estado de São Paulo (SINPEFESP), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo (CRCSP), Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Estado de São Paulo (CAU/SP), Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (ASBEA), Sindicato dos Clubes do Estado de São Paulo (Sindi Clube), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Sindicato das Entidades Desportivas do Estado de São Paulo (SEADESP), Fórum Nacional dos Secretários Estaduais de Esportes, Associação Brasileira de Secretários Municipais de Esportes e Lazer (ABSMEL), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Associação Brasileira de Academias (ACAD Brasil) e da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (ACEESP).

Desta vez dividida em quatro painéis, a segunda parte do evento foi feita totalmente online, com participações remotas de figuras políticas, empresários e representantes de classes, para abordar a temática voltada aos segmentos público e privado e terceiro setor diante do impacto da pandemia na economia e no esporte do Brasil.

Na abertura do dia, a presidente da Federação Paulista de Esportes & Fitness – FPEFIT, Marlene Gouveia, e o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Esporte – ABRIESP, Maurício Fernandez, receberam a companhia do chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo – SEME, André Luís Iera, e do secretário de Esportes do Estado de São Paulo, Aildo Rodrigues Ferreira.

“Nesses tempos de turbulência econômica, é importante termos soluções novas para problemas novos. Estamos de portas abertas para a população, o empresário e toda a cadeia produtiva para encontrarmos novos caminhos, para toda e qualquer e demanda”, discursou André Luís Iera, que revelou que o município de São Paulo já tem um manual pronto com recomendações para retomada dos eventos na capital.

Já o secretário estadual Aildo destacou o retorno das atividades esportivas em três propostas: para o futebol, clubes sociais esportivos e demais modalidades. “A volta do futebol é a que está mais adiantada e foi encaminhado um protocoloa um Comitê de Contingência, formado por profissionais de saúde, sobre com o retorno do Campeonato Paulista. Ao mesmo comitê também foram encaminhados protocolos de reabertura dos clubes e a retomada de outras modalidades esportivas, junto às suas respectivas federações”, detalhou.

Painel 1 – As Entidades do Desporto e o Impacto Econômico Covid-19

Mediado pelo ex-ministro do Esporte, Ricardo Leyser, o primeiro painel do dia teve a participação do presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, do presidente da Associação Brasileira dos Secretários Municipais de Esportes e Lazer – ABSMEL, Humberto Panzetti, do CEO dos Jogos Pan-Americanos Masters Rio-2020, Fabio Rodrigues Fleischhauer, da advogada Kátia Dutra, do presidente da Recoma, Sérgio Schildt – ABRIESP, e do diplomata do Ministério das Relações Exteriores, Rodrigo Papa.

Iniciando o tema, Ricardo Leyser afirmou que após viver uma era de ouro, com a realização dos maiores eventos do mundo no Brasil, o esporte perdeu protagonismo no país e precisou de uma reorganização. Infelizmente, segundo ele, no meio dessa transição o mundo foi pego pela pandemia, impactando todos os setores da sociedade.

“Uma parte significativa do financiamento privado depende exponencialmente da participação e envolvimento das pessoas, o que é inviável nesse momento, com a reclusão social e a redução das atividades econômicas. Temos que encontrar os caminhos de retomada e as estratégias devidas, necessitando entender todos os protocolos, baseados na ciência e em conhecimentos técnicos. Um grande programa de modernização das estruturas esportivas é de grande valia para a nossa retomada e alguns deles estão em gestação no governo federal”, disse.

Jogos Tóquio-2020
Presidente do CPB, Andrew Parsons explicou os obstáculos enfrentados pelo adiamento dos Jogos Olímpicos para o ano que vem. “Nunca na história os Jogos haviam sido adiados, somente cancelados. Cancelamentos são mais graves, é preciso fazer a devolução dos recursos e uma série de acertos, óbvio. Adiar, no entanto, é bem mais complicado. Você tem vários fornecedores, vários órgãos envolvidos. O modelo da vila, por exemplo, sempre envolve um agente privado, que depois vai vender os apartamentos, e agora deverão entrar em acordos para entregá-los um ano depois. O acerto econômico para manter as mesmas instalações esportivas, as vagas nos hotéis, muitas vezes pode trazer perda de receita”, explicou.

 

Jogos Pan-Americanos Masters 2020
Remarcado para o fim de 2021, o evento que acontecerá no Rio de Janeiro teve um impacto direto ainda mais relevante, considerando que atletas de 25 a mais de 100 anos de idade podem participar, o que engloba grande parte dos atletas no grupo de risco da Covid-19.

Segundo o CEO do comitê organizados dos Jogos, Fabio Rodrigues Fleischhauer, além da questão da receita, a pandemia impactou muito os patrocínios e ficou muito difícil de trazer empresas que acreditam na proposta. “Como uma empresa que está sofrendo nas suas operações vai apostar e investir num evento esportivo? Todo investimento público, no meio disso tudo, também é suspenso. Então sem dinheiro fica impossível viabilizar um evento”, lamentou.

Dessa forma, acredita que a saída deverá ser a realização de jogos mais simples e enxutos num primeiro momento. “Como vamos organizar isso? Precisamos mostrar que o esporte, a conexão com esse público, é uma grande oportunidade para alavancar o nome da empresa e sair da crise de uma melhor forma. É uma discussão que precisa ser fomentada”, finalizou.

Pensando pelo lado público, Humberto Panzetti entende que falta de verba nas pastas esportivas também são um empecilho para o desenvolvimento do setor. “Perante essa crise, os recursos acabaram, e sabemos que política pública sem orçamento é apenas discurso político. O que é mais preocupante é que não há dúvida que os recursos do esporte serão ainda mais achatados. Precisamos buscar fontes de dinheiro para fazer essa retomada. Precisamos pautar leis e projetos para que o esporte não morra, seja no executivo ou no legislativo”, avaliou.

E as ONGs?
Especialista no terceiro setor, Kátia Dutra tem uma preocupação especial com as organizações não-governamentais. Segundo ela, os dados são não nada bons para o segmento: “para se ter ideia, 72% das ONGs pararam suas atividades, sendo que a estimativa é que 58% delas encerrem suas atividades. Até agora, 16,9% já encerraram. Somente por volta de 24% têm a perspectiva de voltarem à normalidade após a pandemia.”

A necessidade de arrecadação para salvar essas entidades é evidente, seja pelas Leis de Incentivo ou outras formas. “Há uma expectativa de que as empresas, mesmo no sufoco, continuem pagando impostos, o que salvaria essas ONGs. Nesse cenário, muitas organizações que nunca trabalharam com isso vão precisar utilizar esses recursos”, acredita advogada.

Painel 2 – Financiamento: Verbas Públicas e Leis de Incentivo


Compuseram a mesa o vereador Rodrigo Goulart, José Ricardo Rezende, do Sindi Clube, e Marco Aurelio Pegolo dos Santos, o Chuí, representando a Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo.

Responsável pela emenda parlamentar que viabilizou o evento, Rodrigo Goulart apontou ter uma atenção especial para o esporte e como é possível ajudar o setor. “Atualmente tenho trabalhado muito na reabertura econômica no setor esportivo. Sabemos que temos uma dificuldade muito grande, mas estamos discutindo o retorno de várias atividades, principalmente esportes individuais, como o golfe, ou aqueles em que a distância entre os participantes é segura, bem como o esporte a motor. Há uma discussão entre o estado e a prefeitura para a reabertura dos espaços públicos e privados, como os clubes e academias, e a retomada das atividades esportivas”, revelou.

 

José Ricardo Rezende começou o seu discurso falando sobre o primeiro programa de viabilização financeira do esporte brasileiro: o Bolsa Atleta. “Foi o primeiro programa de destinação de recursos na história do esporte dopaís, permitindo oferecer uma renda fixa a atletas que não têm carteira assinada. Depois veio a Lei de Incentivo ao Esporte, que, nesses 12 anos de existência, destinou mais de 12 bilhões de reais ao segmento. Já no estado de São Paulo, a Lei Paulista permite captar recursos através da renúncia do ICMS das empresas. Os recursos públicos para o esporte existem, e, de certa forma, estavam funcionando bem, com as verbas sendo canalizadas, os projetos sendo executados, e tudo isso foi interrompido abruptamente com o impacto da pandemia. Nós temos que enfrentar o desafio de como utilizar esses recursos a partir de agora”, alertou.

Chuí explicou um pouco mais sobre a LPIE e ressaltou o impacto anual da lei na sociedade. “Precisamos construir um cenário de retomada com mais consistência. A LPIE existe desde 2008, funcionando junto ao terceiro setor na execução de projetos esportivos e paradesportivos, nas áreas educacional, formação desportiva, rendimento, sociodesportivo, participativa, gestão e desenvolvimento e infraestrutura. Aprovamos por ano de 220 a 250 projetos, impactando direta ou indiretamente 150 mil pessoas”, observou.

 

Painel 3 – Novos Modelos de Gestão, Cases e Oportunidades
 

A terceira mesa do dia teve uma apresentação de Randy Zhang, representante da China National Sports Group, Antonio Caputo, da Apex-Brasil, Rodrigo Papa, diplomata do Ministério das Relações Exteriores, José Roberto Geraldine Junior, do CAU/SP, Ricardo Mesquita Muniz, do MCTIC, Pedro Diniz Coelho de Souza, da ASBEA, e Alessandro Oliveira, da Soccer Grass.

 

No cenário da crise, Randy Zhang apresentou dados sobre o impacto na economia chinesa. “2020 é um ano para sobreviver, e não ganhar dinheiro, pois a situação foi muito grave na China. A taxa de desemprego é de 20,5%, com 70 milhões de desempregados. Há, no entanto, 8,74 milhões de estudantes aptos para entrar no mercado”, mostrou.

Dentre os cases de inovação e tecnologia, Zhang citou os e-sports, para o qual foi criada uma arena para crianças e jovens, com uma tecnologia aplicada em vários centros esportivos chineses. Nelas, todas as estruturas são automatizadas com scanner, câmeras de reconhecimento facial, controle de energia, monitoramento, entre outras soluções. “Queremos que o Brasil trabalhe com a China para desenvolver ainda mais ose-sports e oportunidades tecnológicas”, disse.

Outra grande invenção chinesa é o Big Data System: câmeras instaladas por todos os lados captando imagens de todos os jogadores em quadra, produzindo, via 5G, informações para análises sobre o futuro do jogador e suas características. Dessa forma, é possível aliar a tecnologia na formação de atletas.

Soft Power brasileiro
Uma das ferramentas mais importantes para o Brasil aumentar a presença e influência no mundo, aumentando os lucros em vários lugares, o soft powernada mais é do que a utilização do esporte e da arte para atrair negócios. Tendo isso em vista, Rodrigo Papa detalhou um trabalho de exportação de treinadores brasileiros para a China.

“Dentre as oportunidades que podemos ter nos países do Brics, a China é quem mais está demandando serviços com os treinadores, principalmente do vôlei e vôlei de praia, entre outras modalidades. Nossa tarefa no Itamaraty tem sido incentivar os técnicos brasileiros a aproveitarem oportunidades de trabalho nesses países, podendo aumentar suas rendas e mostrando sua expertise lá fora”, disse.
Ainda segundo ele, “nossas empresas hoje tem uma grande expertise após os grandes eventos no Brasil e queremos levar isso para fora, mostrando nosso potencial na construção de equipamentos esportivos como arenas, ginásios e centros de treinamento.”

Cidades inteligentes
Ainda um projeto embrionário e visto somente em países de primeiro mundo, as cidades inteligentes usam a tecnologia de informação e comunicação (TICs) para proporcionar a melhoria de vida, a melhoria na oferta de serviços públicos e a sustentabilidade, gerando riqueza, conhecimento e bem-estar aos cidadãos.

Ricardo Mesquita Muniz, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, apresentou o Plano Nacional Para Cidades Inteligentes, mostrando exatamente como funcionam. Dentre as soluções para as cidades, destacam-se o reconhecimento facial, câmeras de segurança inteligentes, monitoramento de lavouras, gestão escolar, mobilidade urbana, monitoramento de academias ao ar livre, ciclovias inteligentes, sensores de qualidade do ar e da água, arenas sustentáveis e mobilidade urbana.

“É necessário nesse plano ter critérios bem estabelecidos para sua implementação a fim de definir as cidades para projetos pilotos, disponibilizar soluções padronizadas e interoperáveis aos municípios e facilitar acesso a linhas de crédito. Como soluções do governo, poderá haver a disponibilização de aplicativos e sistemas para essas cidades inteligentes, com enfoque nas áreas de gestão pública municipal, saúde, educação, bem-estar, segurança, entre outras”, explicou.

 

BuiltByBrazil
Criado pela ASBEA em parceria com a Apex-Brasil, esse programa de internacionalização da arquitetura brasileira visa inserir no mercado internacional profissionais brasileiros de arquitetura e urbanismo, construindo um ambiente favorável ao desenvolvimento de uma cultura exportadora para o segmento.

Segundo Pedro Diniz Coelho de Souza, o programa permite soluções integradas. “Com o apoio do governo, dos conselhos e entidades, as empresas podem ter um respaldo maior e muitas oportunidades, invés de tentarem sozinhas a exportação de seus serviços, negociando de forma direta com outros países”, salientou.

 

 

Painel 5 – Normatizações
 

No último painel do dia, participaram Alessandro Oliveira, da Soccer Grass, Ricardo Leyser, Camila Patrício, do Sebrae SP, e Marcus Ferrentini Sampaio, da FGV Projetos. O tema da mesa foi a normatização de regras para produtos esportivos, visando priorizar a qualidade e segurança das pessoas.

Experiente no segmento de grama sintética, Alessandro Oliveira afirmou que a produção desse material tem variedades de A a Z, com fios nacionais e importados. Essa enorme quantidade de fornecedores, segundo ele, não permite a certificação de qualidade do produto. “80% das licitações que vemos hoje, quem ganha usa o material mais barato. A ideia é criar um padrão de dois ou três tipos de produtos de qualidade e entender quais são os laudos para testagemda qualidade e resistência do fio. Ter um equipamento com resistência a UV é primordial”, explicou.

 

Ele ressalta que é necessário criar ferramentas que os órgãos responsáveis pelos editais consigam contratar com segurança, sem deixar, claro de haver uma concorrência nivelada. “É preciso ter cuidado com a saúde do usuário, pois há muitos lugares em que a grama ou piso do campo de futebol não é própria para essa prática, o que acaba causando lesões e acidentes”, afirmou.

Diante desse cenário, Camila Patrício colocou em discussão um problema muito visto nas análises de projetos que acaba tendo interferência direta na escolha por materiais de baixa qualidade. “Existe uma rotatividade muito grande dos gestores técnicos que abrem os editais, que muitas vezes não tiveram um treinamento. Assim, acabam se baseando em editais anteriores, mantendo os padrões de compras, como se o que deu certo antes (ou não) continuasse fazendo sentido agora”, disse.

Para combater isso, entrou em vigor em maio de 2020 uma obrigatoriedade para que todos os órgãos públicos, antes de contratarem produtos e serviços, façam um Estudo Técnico Preliminar (ETP) para aquisições públicas, aumentando a transparência e a gestão mais responsável e sustentável no processo de compra. “Deverá ser observado a partir de procedimentos num manual de compras no portal do governo federal. É necessário apresentar a descrição da contratação e a especificação técnica”, acrescentou Camila.

Para Ricardo Leyser, com a falta de recursos atual, não se pode dar ao luxo de contratar equipamentos que não se enquadrem dentro da melhor qualidade. “É necessária uma normatização técnica para os materiais esportivos. É necessário ter essa certificação local para cada tipo de utilização, seja uso social ou de rendimento. Precisamos refletir sobre o que é mais barato: aquilo que custou menos e dura muito pouco ou aquilo que custou um pouco mais, mas tem uma durabilidade muito maior?”, sugeriu.

Finalizando o tema, Marcus Ferrentini Sampaio afirmou que durante muitos anos o Ministério do Esporte teve uma base de referência de preços, com cerca de 8.500 produtos, e era muito difícil encontrar um padrão de qualidade e estabelecer um preço médio desse produto devido às várias especificações. “É necessário definir um padrão de especificação para que haja a garantia de qualidade e níveis de aquisição. No alto rendimento já são bem definidas as especificações feitas pelos órgãos de cada modalidade, e a gente precisa fazer isso para outros níveis, seja o esporte escolar, social e outros”, finalizou.

 

O Fórum Impacto Econômico no Esporte e Fitness Covid - 19 termina nesta sexta-feira (19/06) com o terceiro dia de evento, a partir das 9h00. Serão três painéis: “Situação do Setor Produtivo”, “Inovação e Cases de Sucesso” e “Varejo, Distribuição e Exportação”.

 

As inscrições são gratuitas e estarão abertas até quinta-feira às 18h00 através do site: https://www.impactoeconomicoesportecovid19.com/transmissao
 

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